quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Trance Dance

A minha curiosidade mística levou-me uma destas noites a participar num ritual de Trance Dance, a Dança da Transformação. Nenhum de nós sabia para o que ia, apenas que era uma espécie de "viagem espiritual". De vendas nos olhos e envolvidos pelo som de didgeridoos, djambés e maracas, era suposto dançar freneticamente e atingir a libertação. Enquanto me balançava na escuridão para tentar embarcar na tal viagem, decidi retirar a venda por momentos. Bad idea! Quebrei uma das regras e fui convidada a interromper a viagem por ali. Logo de seguida, uma das pessoas que me acompanhava saiu pelos mesmos motivos. Apenas um de nós conseguiu manter-se, ainda que não até ao fim. Será que é preciso estar de olhos fechados para atingir a "tal" libertação? Não será essa uma imposição demasiado redutora? Parece-me que há uma certa camada de pessoas que, querendo defender valores ligados à espiritualidade, se encontra demasiado espartilhada para atingir a "verdadeira" libertação.
Acabámos por prosseguir a noite no "nosso" mundo, em que os olhos nem sempre estão abertos, mas onde pelo menos temos a liberdade de escolher.
Mas quero tentar outra vez. Porque a curiosidade persiste...